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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

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ALDEIA DE FAZAMÕES NO FACEBOOK
publicado por JORGE C RAMOS às 21:48
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

FAZAMÕES

Fazamões é uma aldeia da freguesia de Paus, concelho de Resende, distrito de Viseu.

   Fica situada na parte superior do vale de Paus, na margem direita do Rio Bestança, um dos afluentes do Rio Douro. Tem como principal atracção a simplicidade e hospitalidade da sua gente, bem como a beleza da sua paisagem. Tem como principal actividade a agricultura e, também, a construção civil e, mais recentemente, o cultivo da cerejeira ou não estivéssemos nós inseridos num concelho, se não o mais importante um dos mais importantes, na produção deste fruto. 

 

publicado por JORGE C RAMOS às 22:40
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

FAZAMÕES EM IMAGEM...

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publicado por JORGE C RAMOS às 09:08
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

FESTA DE SANTO ANTÓNIO 2008

   A Festa de SANTO ANTÓNIO realiza-se no domingo seguinte ao dia 13 de Junho. Na véspera verifica-se uma noitada com fogo de artificio e baile. O dia seguinte, o dia da festa, começa com alvorada de morteiros, seguindo-se a chegada da banda de música que percorre todas as ruas da aldeia, precedendo a hora da missa e sermão. É uma Romaria com grande tradição em toda a freguesia pois o facto dos habitantes possuírem animais levava-os a pedirem a SANTO ANTÓNIO para zelar pelo seu bem estar, contribuindo depois com ofertas de partes do porco, as quais deram origem ao leilão que se realiza no dia da festa após o sermão. Há sempre a actuação da banda de música tão apreciada nestas aldeias. Chegada a hora da procissão, verifica-se, então, o desfile dos andores. O percurso da procissão inicia-se na capela de SANTO ANTÓNIO até à capelinha do SENHOR DOS DESAMPARADOS, voltando novamente à capela de SANTO ANTÓNIO, terminando a festa ao fim do dia com uma salva de morteiros.  

   Este é, assim, um resumo de uma romaria simples mas com muito significado para todos aqueles que lá nasceram.

publicado por JORGE C RAMOS às 16:03
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

FOGO DE ARTIFICIO (noitada de Sto Antonio)

 

 

publicado por JORGE C RAMOS às 23:02
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RUAS ILUMINADAS(video)

 

 

publicado por JORGE C RAMOS às 22:22
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

IMAGENS DO PASSADO

   Imagens que nos fazem recordar o passado recente, cada vez mais raras no presente, mas que despertam curiosidade a todos aqueles que não passaram aquele período.

publicado por JORGE C RAMOS às 18:22
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ANTIGUIDADES

publicado por JORGE C RAMOS às 15:17
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

A AGRICULTURA EM DECADÊNCIA

   Na Aldeia de Fazamões predominou sempre a Agricultura como principal ocupação dos seus Habitantes. Esta é uma Agricultura Restrita a alguns produtos, designadamente, o milho, o trigo, a batata, o feijão e algum centeio. No passado eram cultivadas algumas toneladas dos referidos produtos, cingindo-se, actualmente, ao consumo caseiro.             

   Contudo, nos tempos que correm, este tipo de agricultura de minifúndio e pouco mecanizada é pouco rentável, sentindo alguma tristeza quem olha de S. Cristovão e nota que o negro dos campos lavrados, após as Beçadas (é como se diz por lá), no Mês de Maio, dá origem ao verde da erva e silvas que crescem descontroladamente. Tudo isto é fruto da migração para as cidades de Lisboa e Porto, na década de 70. 

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publicado por JORGE C RAMOS às 22:22
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

TERRENOS CHEIOS DE ERVA

publicado por JORGE C RAMOS às 18:52
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

MONTE DE S. CRISTOVÃO

   O monte de S. CRISTÓVÃO é um local onde, todos os anos, no dia 25 de Julho, se realiza a festa religiosa em simultâneo com a feira de gado, com uma grande afluência das populações vizinhas. É um ponto privilegiado para desfrutar da beleza da sua paisagem, considerando a sua altitude, perdendo-se o olhar no horizonte.

   S. CRISTÓVÃO é também um ponto de referência, no que toca às condições meteorológicas, pois quando há nevoeiro  diz-se logo que S. CRISTÓVÃO anda a coser o pão. É também, sinal de que a chuva pode chegar, dizendo o povo " Do MARÃO cá chegará ou não, do S.CRISTÓVÃO chove logo".

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Domingo, 10 de Agosto de 2008

S. CRISTOVÃO

publicado por JORGE C RAMOS às 21:53
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

A ARTE DE OLARIA E OUTRAS

 

   Não era justo falar de Fazamões sem falar dos púcaros de barro preto: nesta aldeia havia pessoas que sabiam fazer variadas peças e tarefas desde o concertar um prato com agrafos, aguçar o ferro das pedras, fazer palhoças, polainas, tamancos, meias de lã, e até ao sapateiro e carpinteiro era a forma que encontravam para passar os dias gélidos de Inverno pois também lhes fazia falta para o dia a dia. Cada um tinha o seu fabrico para depois as comercializar, mas a pouco e pouco foram deixando a arte restando O TIO JOAQUIM como carinhosamente era chamado pelas gentes de Fazamões sendo o último e também o mais importante na divulgação da arte de olaria contribuindo assim para que esta região se tornasse ainda mais conhecida tendo contado com o apoio da Junta de Freguesia de Paus e Câmara Municipal de Resende, esta última que lhe prestou recentemente uma homenagem.

 

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Encontro de Ceramistas

 

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publicado por JORGE C RAMOS às 23:20
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BARRO PRETO

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

PRODUÇÃO DE MADEIRA

   A produção de madeira é também uma fonte de receita bastante importante para os habitantes desta Aldeia. Existem diversos tipos de árvores como o amieiro, o salgueiro, o carvalho e o pinheiro, predominando o castanheiro. "OS PAUS" deste último são os mais procurados pelos comerciantes de madeira e, também, os mais rentáveis pois, durante o período de crescimento, vão produzindo a castanha, tão apreciada nas grandes cidades, pertencendo esta à nossa alimentação, nas  mais variadas formas, podendo referir-se a castanha pilada ou a falacha feita com farinha de castanha.

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PAUS DE CASTANHO

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

FAZAMÕES PASSADO E PRESENTE

   Fazamões sendo uma aldeia do interior como tantas outras, tem tido algum progresso, quer pelo investimento privado, no que se refere a construção ou reconstrução de habitações, quer pelo investimento do poder local, na melhoria das infra estruturas, designadamente na pavimentação dos caminhos e no entubamento dos regos de água.

   Aquilo que era ou parecia uma calçada romana passou a ser um caminho com pedras mais ou menos alinhadas; a água que corria a céu aberto nos regos, nos quais podíamos observar a sua limpidez, deixamos de ter esse previlégio sendo possível, ainda, essa observação nas galeiras e nos talhadouros. Enfim, perde-se a tradição, mas ganha-se na facilidade das deslocações do dia a dia.

 

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PASSADO E PRESENTE

PASSADO

 

            

 

 

PRESENTE

 

 

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

ESCOLA DE FAZAMÕES

   Era na escola primária, agora ensino básico, que começávamos a enriquecer intelectualmente e a adquirir conhecimentos que nos serviam para toda a vida .

   Actualmente, começa na pré-primária, porque há umas décadas atrás a pré-primária dos alunos, desta e tantas outras escolas deste país, eram campos de milho de trigo e passar o tempo palmilhando caminhos e terrenos a que podemos chamar conviver com a Natureza.

   Esta escola era conhecida por "Casa da Aula" pois na década de 50 tinha dezenas de alunos de Fazamões e S, Pedro do Souto, aldeia vizinha, mas que com o decorrer dos anos, e a pouco e pouco começou a haver uma redução no número de crianças, e no ano lectivo de 68/69 éramos apenas 4 alunos. Mas não foi o número de alunos que ditou o fecho, mas sim a falta de professores (outros tempos). Voltou a abrir mais tarde para fechar definitivamente e agora sim por falta de alunos. Desde então nota-se que está  a entrar em estado de degradação, é pena, mas o que tenho na memória é uma escola conservada, e  foi lá que também eu aprendi as primeiras letras, como tantos outros. Perdoem-me o saudosismo. Um abraço para todos  os alunos que frequentaram esta escola em especial  do ano lectivo de 68/69.

  

 

 

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ESCOLA

 

 

 

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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

SINAIS DO PROGRESSO

Duas realidades lado a lado, os quinteiros que durante centenas de anos  foram utilizados para guardar o carro das vacas do temporal, servem agora como garagem para o automóvel, tão imprescindível actualmente, como era o carro das vacas para os trabalhos do campo - é o progresso.

 

 

 

 

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

LUGARES DE FAZAMÕES

 

 

1- CONCENHEIRO                            7- QUINTÃ DE CIMA

2- SOENGA                                       8- SOENGA

3- PINHEL                                          9- FORMIGA

4- MÓ                                               10- TRAZ DO SANTO

5- ESCOLA                                       11- CAL

6- CASINHA                                      12- ALMINHAS

 

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CICLO DOS TRABALHOS AGRÍCOLAS

INÍCIO DO NOVO ANO AGRÍCOLA

  Este post tem como objectivo recordar para aqueles que nasceram numa aldeia agrícola e dar a conhecer a todos os outros, como é o trabalho no campo e as suas várias fases ao longo do ano que tem como início as sementeiras:

AS SEMENTEIRAS                                         Setembro/Outubro

 

  É com as sementeiras que se dá início ao ano agrícola. Era neste período que os novos caseiros tomavam conta das terras que iam cultivar ao longo do ano ou dos próximos anos. Este trabalho consiste em lavrar os terrenos que estiveram cultivados de milho e batatas e semearem-lhe trigo. Concluído este trabalho entra-se numa época mais calma que coincide com o rigor do inverno

 

A ENGAÇA E A CÔA DO TRIGO                      Janeiro/Fevereiro

 

  A engaça do trigo é um trabalho não muito pesado, se é que existem trabalhos leves na agricultura. Esta etapa tem como objectivo mexer a terra com um engaço (ancinho), para arrancar algumas ervas que tenham nascido, juntamente com o trigo e as raízes do milho, que ficaram na altura que a terra foi lavrada.

  A engaça tem lugar quando o pico do inverno já passou, embora ainda  esteja muito frio e gelo, daí a expressão: "Hoje não vou engaçar porque o engaço não entra na terra com o códo" (gelo). Após o campo de trigo estar todo engaçado, segue-se a côa que está ligada à engaça, e consiste em "pentear" o terreno com o engaço, juntando as raízes do milho na parte lateral, e ao fundo, em terrenos com maior dimensão, fazendo linhas horizontais, para que estes fiquem o mais nivelados possível.

 

PREPARAÇÃO DOS TERRENOS PARA AS BESSADAS    Abril

 

 

 Com a chegada do Cuco(ave migratória que aparece nesta altura)chega também a época das bessadas: a mais bonita no meio agrícola, que tem o seu início com a preparação dos terrenos. Essa preparação consiste em limpar  as arribadas, depositar o estrume e mato (tojo  giestas e pinheiriço), cortadas no monte, que depois, juntamente com o estrume tirado da loja do gado, servem para estrumar a terra. Na impossibilidade de lavrar junto ao fundo, e nas partes laterais, há necessidade de fazer  os cabedulhos, que são faixas de terreno, cavados à enxada, nas partes laterais e no fundo, ficando com o aspecto que a imagem (com montagem) mostra: os cabedulhos feitos e os montes de estrume.

 

 

ALFAIAS USADAS NAS BESSADAS
 

     (PROMETO INCLUIR FOTOS ENQUANTO ISSO NÃO ACONTECE FICAMOS COM   OS DESENHOS)            

 

AS BESSADAS                                                             Abril/Maio

 

  Após a preparação dos terrenos estar concluída, chega  a bessada: as terras que estiveram de lameira, servindo de pastagem para o gado durante o Inverno, vão agora ser lavradas. As primeiras bessadas são as das batatas, passando logo para as do milho. Como grande parte dos trabalhos são feitos com a entreajuda de todas as pessoas da aldeia, normalmente em cada dia havia uma ou mais bessadas, mas do mesmo agricultor, para que todos o pudessem ajudar.

   Inicialmente os terrenos eram lavrados com arados de pau, e nos terrenos mais pesados era usado o segão (tipo arado só com uma sega que ia cortando a terra), tornando-se mais fácil ao arado lavrar, podendo este ser equipado com a sega, abdicando neste caso do segão. Mais tarde, já na década de 60, apareceu o arado de ferro ou charrua, muito mais prático e mais fácil de manobrar mesmo assim nos terrenos mais difíceis optou-se por duas juntas de vacas (clique aqui para ver foto da galeria da C.M. de RESENDE) O lavrador era quem estava sujeito a um maior esforço, daí a ter algumas honras em relação às outras pessoas: por exemplo, havia uma cabaça só para os lavradores, eram os primeiros a beber, sentavam-se ao cimo da toalha para almoçar, etc. O trabalho das outras pessoas é também importante; consiste em desfazer as seitas com a enxada, deixadas pelo arado, e quando a terra estiver quase lavrada as mulheres vão-se ocupar de semear o milho. O feijão, já na terra, lançado à mão e o milho, que é semeado grão a grão através de pequenos buracos feitos com sachos pequenos, preenchem assim todo o terreno.

   Chega então a parte final desta bessada, e se houver tempo enquanto as pessoas se deslocam para outra bessada, ficam duas pessoas a engradar: consiste em alisar o terreno e tapar algum grão de feijão ou milho que tenha ficado à superfície; este trabalho é feito com uma grade (armação em madeira com ramos de árvores presos, arrastando-se por todo o terreno), puxada pelas vacas. Feito isto, repete-se noutro campo, até todos os terrenos estarem lavrados. Acabam assim as bessadas.

 

SACHA E CAVA DO MILHO                                      Junho/Julho

 

       A sacha do milho consiste em mexer o terreno com uma enxada para retirar as ervas, que entretanto nasceram à volta do milho e dos feijões, para que estes se possam desenvolver mais rapidamente.

     A cava realiza-se passando, mais ou menos, um mês. É muito idêntica à sacha, mas já tem outro objectivo: retirar alguns pensseiros( pés de milho) que estejam muito juntos, aumentando assim o espaço para o milho se desenvolver melhor, aumentando a produção, (chamamos nós arrelentar o milho). Logo de seguida começa-se a preparar o terreno para a abatida (primeira rega) espalhando palha e fetos no terreno.

 

A REGAGEM                                                            Julho/Agosto

 

     Após os campos de milho e batatas estarem empalhados, que consiste em espalhar palha por todo o terreno, para que a água não leve a terra, dá-se início à regagem: começa com a abatida (primeira rega) e tem como objectivo abrir um rego vertical e vários horizontais (belgas), para a esquerda e para a direita, do cimo ao fundo do terreno; a este conjunto chama-se torna; se o terreno for muito largo, pode levar mais que uma torna, se não houver espaço leva um cabeçeiro (rego vertical e vários horizontais, todos para o mesmo lado). Ao mesmo tempo da rega, vai-se batendo o terreno com a enxada, para que a terra fique direita, e a palha se vá misturando com a terra. A partir daqui, faz-se de 8 em 8 dias, uma rega, a abrir ou atalhar  (ou a abrir o rego ou a desfazer, uma semana a abrir outra a atalhar) até que o milho ou as batatas estejam vingadas.

    Falta mencionar que, embora Fazamões tenha muita água, não deixa de de ser disputada: cada terreno tem os seus dias ou horas nas poças, e são religiosamente respeitados. O mesmo acontece com a àgua do rio, que tem dias marcados para regar, e dias para os moinhos, e mesmo havendo água com abundância, não deixava de haver uma ou outra discussão.

 

AS SEGADAS                                                          Julho/Agosto

 

 

     É um trabalho que se inicia na altura em que faz mais calor. Só por si, é razão para se considerar um trabalho com alguma dureza. O objectivo é segar o trigo com uma seitoira, espalhando-o em pabeias pelo terreno, para poder acabar de secar. Daí a alguns dias, junta-se cada pabeia, dando origem ao capão, (molho), amarrado com o próprio trigo. Após esta etapa estar concluída, juntam-se os capões formando vários montes, esperando pelas carretas.

 

AS CARRETAS                                                                  Agosto

 

 As carretas são o transporte do trigo dos terrenos para as eiras; são feitas de duas formas: às costas ou no carro de vacas. Quando os terrenos não têm caminho de carro só é possivel levar o trigo em molhos às costas. É um trabalho muito duro porque é feito por caminhos muito estreitos, e também porque é feito em pleno Verão, em que as temperaturas elevadas e o peso dos molhos são grandes adversários. Nos terrenos que têm caminho de carro, o transporte do trigo é feito no carro das vacas, através de várias carradas ou de várias séries de molhos. O trigo ia chegando às várias eiras que existem na aldeia, para depois ser emedado, em medas; umas bem feitas e direitas, outras tão tortas que era necessário pôr paus a segurar, para não cairem. Dependia do jeito de cada um. Acabada esta etapa, ficava-se a aguardar a chegada da malhadeira, para dar início às malhas (malhadas). 

 

AS MALHAS                                                                        Agosto

 

 

    As malhas (malhadas) são um trabalho feito em pleno Verão. Com as eiras cheias de medas de trigo, chega o momento desse trigo ser malhado, o que é feito através de uma máquina a que nós chamamos malhadeira. A malhadeira era escolhida de acordo com a percentagem exigida, uma vez que o trabalho da malhadeira era pago em trigo; portanto, vinha malhar a que levava menos trigo. Todos os anos, era uma eira diferente que começava a malhar. Eram os lavradores, que tinham o trigo nessa eira,  que tratavam de a contratar, existindo sempre alguma divisão acerca das malhadeiras, chegando a haver anos que chegaram a ser duas a malhar em eiras diferentes. Após a malhadeira estar contratada, chega o momento de a ir buscar a outra aldeia vizinha, e eram os lavradores da eira que iam malhar primeiro; tinham essa obrigação, variando sempre a pessoa que a ia buscar, e depois tranferir para outra eira, embora restrito a um pequeno número, porque o transporte exigia uma boa junta de vacas, e também muita perícia na condução das mesmas. Concluída esta etapa, a malhadeira é montada e começa a malhar, estando já o dono  do trigo preparado para o fazer, com os sacos e os bançilhos (giestas muito finas); começam então, a desmanchar a meda, metendo os capões na malhadeira, fazendo esta a separação do trigo para os sacos; a palha sai na frente para ser mexida, e depois amarrada em molhos, para ser levada para o palheiro e arrumada. E assim, continua-se outra malha, até que essa eira fique vazia, passando depois para outra eira, até que todo o trigo esteja malhado. Claro que esta descrição das carretas e das malhas já fazem parte do passado; actualmente já não há carretas, e as malhas são feitas no terreno, tal como as fotos mostram: sinais do tempo.

 

ARRANCA DAS BATATAS                                            Setembro 

     

 

  Este trabalho, assim como os próximos, é feito em pleno Samiel (S. MIGUEL); designação em calão, que é dada a esta época, que coincide com a colheita dos últimos produtos. 

  Após os rabuleiros (rama da batateira) ficarem secos, dá-se início à arranca, começando por cavar a terra, separando as raízes das batatas, formando carreiros ao longo do terreno. Logo de seguida, começa outra etapa, que é apanha e a escolha das batatas, separando em sacos diferentes as graúdas e as miúdas; também as cortadas com a enxada, contando para isso com a pontaria afinada de alguns trabalhadores, não para a terra, mas para as batatas. Após ensacadas, são transportadas para a loja, formando grandes montes; as batatas graúdas são  para semente, portanto para voltar a plantar; para consumo ao longo do ano e para vender são as miúdas e as cortadas são para alimentação do porco.

 

COLHEITA DO MILHO                                                    Outubro

 

     Após o milho ficar seco (sinal que está vingado), chega a hora de o apanhar, retirando as espigas das canas, para cestos, sendo levado para o carro das vacas, equipados com sebes (armação feita de varas), para não deixar cair as espigas, sendo transportado para as eiras a fim de se fazer a desfolhada; as canas que ficaram, são cortadas, para servirem de alimentação ao gado.  

 

A DESFOLHADA                                                             Outubro

 

 

     Com as desfolhadas, chega o fim do ano agrícola, e vai ser também, o último artigo escrito neste post.

     As desfolhadas são feitas ao fim do dia, e prolongam-se pela noite fora, aproveitando-se as grandes noites de luar; são realizadas nas eiras, com grupos de pessoas sentadas à volta dos montes de milho, separando o folhelho (cobertura que envolve a espiga), da espiga do milho, sendo o folhelho aproveitado para alimentação do gado, e as espigas vão para o canastro, para aí poderem secar para mais tarde serem malhadas. É um trabalho leve e fácil de executar, sendo do agrado de todos, pelo convívio e divertimento. Acabadas as defolhadas, depois de um curto período de descanço, começa o novo ano, com as sementeiras.

                                 

PARA TODOS OS QUE JÁ REALIZARAM E OS QUE AINDA REALIZAM ESTES TRABALHOS, AQUI FICA A NOSSA HOMENAGEM.

 

NOTA: É de notar, neste post, o uso de termos pouco usuais; no entanto, optei por usá-los, sendo fiel à tradição da linguagem usada no meio agricola.

     FIM

 

   

sinto-me:
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AGRICULTURA

publicado por JORGE C RAMOS às 12:28
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

FOTOGRAFIAS ANTIGAS

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Sábado, 2 de Agosto de 2008

FAZAMÕES COM NEVE

 

    Fotos enviadas por BRUNO     

 

    Fotos enviadas por VITOR e FERNANDA    

 

    Fotos enviadas por VITOR

          

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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

FAZAMÕES COM NEVE

 

FOTOS ENVIADAS POR BRUNO

publicado por JORGE C RAMOS às 20:00
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FOTOS FAZAMÕES 2009

 

 

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GALEIRA DE ÀGUA

 

 

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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

SANTO ANTÓNIO 2009

publicado por JORGE C RAMOS às 22:36
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FESTA DE STO ANTÓNIO 2009

     E lá se passou mais uma festa de Santo António... Este ano com mais dias de animação, pelo facto de coincidir com os feriados, contribuindo assim, para a presença de muita gente que se encontra fora da aldeia, aproveitando para conviver e visitar a sua terra e assistir aos eventos na Sexta, Sábado e Domingo. Para todos aqueles que tornaram a festa possível, o nosso obrigado em especial aos mordomos ÁLVARO e DIMAS (Lisboa), JOSÉ e DOMINGOS (Fazamões) que estão todos de parabéns.

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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

 

 

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NOITADA DE SANTO ANTÓNIO 2009

 

 

publicado por JORGE C RAMOS às 21:46
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A BANDA DE MUSICA

 

 

publicado por JORGE C RAMOS às 16:20
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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

BAILE NOITE DE STO ANTÓNIO

 

 

 

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

CEREJEIRAS EM FLOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Com o começo da Primavera, as árvores começam a despertar da hibernação provocada pela rigidez do Inverno, e  iniciam a decoração da paisagem através da sua floração. Existe pouca variedade de árvores de fruto, destacando-se a cerejeira, árvore que actualmente tem uma grande implantação na freguesia e na própria aldeia, tendo nos últimos anos aumentado significativamente o cultivo deste fruto, transformando assim a paisagem e substituindo o verde dos campos pela beleza das suas flores, parecendo autênticos jardins.

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Domingo, 27 de Julho de 2008

FOTOGRAFIAS ENVIADAS (POR ZAIDA E ADRIANO LUIS)

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FESTA NA ALDEIA

publicado por JORGE C RAMOS às 17:00
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Sábado, 26 de Julho de 2008

FAZAMÕES 2010

publicado por JORGE C RAMOS às 13:24
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

FESTA DE STO ANTÓNIO 2010

 Para quem contribuiu para a realização de mais uma FESTA DE SANTO ANTÓNIO com ofertas e para os mordomos Alcídio e Joaquim de Fazamões,  Álvaro e Dimas Lisboa (ver notícias), aqui fica o nosso obrigado.

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NOITADA DE STO ANTÓNIO

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SANTO ANTÓNIO 2010

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LEILÃO DE SANTO ANTÓNIO

publicado por JORGE C RAMOS às 21:38
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PROCISSÃO DE STO ANTÓNIO

publicado por JORGE C RAMOS às 20:06
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PROCISSÃO DE STO ANTÓNIO

publicado por JORGE C RAMOS às 18:13
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

EIRAS DE FAZAMÕES

 

     As eiras são espaços terréos, mais ou menos planos, que serviam para a realização de vários trabalhos, entre outros, a secagem dos cereais cultivados na aldeia e também como espaço de convívio, com bailes principalmente. A eira da Baloita, situada mesmo junto à taberna, surge como um exemplo conhecido entre as pessoas de Fazamões. Mas era na vertente agrícola que as eiras tinham mais utilidade pois era na eira que se malhava o milho e o trigo, se estendia o soalheiro (cereais que ficavam durante o dia a secar, antes de serem malhados) e também as medas de trigo, à espera que chegasse a malhadeira.

     Todos os habitantes tinham espaços reservados nas várias eiras existentes na aldeia, contabilizando no total seis eiras, faltando nas fotos abaixo mostradas, a eira do Miguel e a eira da Cál. Ambas eram pouco utilizadas para os fins descritos anteriormente.

     As eiras eram assim espaços muito importantes para todos os agricultores, pois serviam de apoio para a realização de inúmeros trabalhos agrícolas.

  

EIRA DA FORMIGA  EIRA DO MORENO  ANTIGA TABERNA(EIRA DA BALOITA)  EIRA DA PUNHÉL

      EIRA DA FORMIGA          EIRA DO MORENO               EIRA DA BALOITA           EIRA DA PINHÉL

publicado por JORGE C RAMOS às 17:31
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

A IDA PARA A SRA DOS REMÉDIOS

 

     Aproxima-se o dia 7 de Setembro, dia conhecido em Fazamões como o dia da ida para a Sra. dos Remédios. Este dia nunca passava despercebido; desde muito cedo que começavam a passar pessoas vindas dos lados de Resende e Felgueiras, com destino a Lamego, quase convidando os habitantes de Fazamões para também eles se juntarem à festa que ficava a umas três horas de caminho. Depois de um dia de trabalho árduo, lá iam mais uns quantos à noitada para regressarem na tarde do dia seguinte.

publicado por JORGE C RAMOS às 22:03
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

APANHA DA CASTANHA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Com a chegada do Outono, começa a apanha da castanha cuja queda é provocada pelo vento que se começa a notar nesta altura do ano. É uma grande ajuda para os ouriços começarem a cair do castanheiro, embora alguns ouriços abram na própria árvore, caindo só a castanha. Assim é mais fácil apanhá-la. É um trabalho difícil de executar porque os ouriços têm de ser pisados para abrirem e depois, com as mãos, a castanha tem de ser apanhada,dando origem a algumas picadelas, tornando-se um trabalho pouco rentável devido ao tempo que se perde.

publicado por JORGE C RAMOS às 17:45
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

MATANÇA DO PORCO (Matação)

A matança do porco realiza-se em pleno Inverno, no mês de Dezembro; é uma tradição enraizada nos meios rurais e esta Aldeia não foge à regra. O porco era comprado com alguns meses de antecedência, e durante esse tempo era-lhe dado alimento para que atingisse o maior peso possível.

Era a forma que as pessoas encontravam para que pudessem ter carne para todo o ano, e praticamente todas as partes do porco eram aproveitadas. Após a matança, o porco é dividido em pequenas partes (desmancha) e depois algumas são conservadas na salgadeira, cobertas de sal. As tripas eram lavadas para depois serem utilizadas no fabrico dos salpicões e das moiras que, após serem secos ao fumo, eram também guardados na salgadeira, não estando em contacto directo com o sal.

 

NOTA: As fotografias e vídeo a seguir publicadas podem ferir a susceptibilidade de algumas pessoas não é isso que pretendo quero apenas dar a conhecer uma tradição.

publicado por JORGE C RAMOS às 18:07
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MATAÇÃO

à espera do porco

publicado por JORGE C RAMOS às 15:25
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MATANÇA DO PORCO (Matação)

publicado por JORGE C RAMOS às 15:00
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Domingo, 20 de Julho de 2008

FAZAMÕES 2011

publicado por JORGE C RAMOS às 16:00
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FESTA DE STO ANTÓNIO 2011

     Como é habitual no Domingo seguinte ao dia 13 de Junho, realizou-se mais uma festa de Sto António na Aldeia de Fazamões, com grande animação; na véspera, com a presença do grupo musical CS band e, no Domingo, a tradicional festa religiosa.

publicado por JORGE C RAMOS às 15:20
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NOITADA DE SANTO ANTÓNIO 2011

publicado por JORGE C RAMOS às 14:00
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FESTA DE STO ANTÓNIO 2011

publicado por JORGE C RAMOS às 12:00
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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006

NOTICIAS DE FAZAMÕES

      Todas as casas de habitação da Aldeia de Fazamões e da Freguesia de Paus, passaram a ter o número policial, tornando assim mais fácil a sua identificação.

 

 

 

       Foram nomeados os mordomos de Sto. António por Fazamões Alcídio e Joaquim por Lisboa, Álvaro e Dimas.

 

 

    O Partido socialista mantém-se à frente  dos destinos da C.M. de Resende e vence também na Junta de Freguesia de Paus (clique para ver resultados)

Presidente da C.M. Resende Dr. António Borges

Presidente da J.F. de Paus Sr. Manuel Chaves.

 

   Os mordomos de Lisboa deram início ao peditório que se realiza todos os anos com objectivo de angariar fundos para a realização da festa de Santo António que se realiza nos dias 12 e 13 de Junho.

 

 

 

 

 

 

  Os mordomos de Fazamões Alcídio e Joaquim vão-se manter no cargo para o próximo ano.

 

Foram nomeados novos mordomos de Lisboa Vitor Luís e José Maria.  

                                

 

 

 

 

 

Todas as ruas e caminhos da Aldeia passaram a ter uma placa com o seu nome, pelo qual algumas já eram conhecidas, ficando assim mais fácil a identificação das mesmas.

 

 

publicado por JORGE C RAMOS às 17:29
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2006

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publicado por JORGE C RAMOS às 19:35
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