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ALDEIA DE FAZAMÕES

FAZAMÕES É UMA ALDEIA DA FREGUESIA DE PAUS CONCELHO DE RESENDE DISTRITO DE VISEU

ALDEIA DE FAZAMÕES

FAZAMÕES É UMA ALDEIA DA FREGUESIA DE PAUS CONCELHO DE RESENDE DISTRITO DE VISEU

                    Contacto: jorgecramos@sapo.pt

BEM-VINDO

Cerejeiras em flôr

FAZAMÕES

30.08.08, JORGE C RAMOS

Fazamões é uma aldeia da freguesia de Paus, concelho de Resende, distrito de Viseu.

   Fica situada na parte superior do vale de Paus, na margem direita do Rio Bestança, um dos afluentes do Rio Douro. Tem como principal atracção a simplicidade e hospitalidade da sua gente, bem como a beleza da sua paisagem. Tem como principal actividade a agricultura e, também, a construção civil e, mais recentemente, o cultivo da cerejeira ou não estivéssemos nós inseridos num concelho, se não o mais importante um dos mais importantes, na produção deste fruto. 

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ALDEIA DE FAZAMÕES

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FESTA DE SANTO ANTÓNIO

20.08.08, JORGE C RAMOS

   A Festa de SANTO ANTÓNIO realiza-se no domingo seguinte ao dia 13 de Junho. Na véspera verifica-se uma noitada com fogo de artificio e baile. O dia seguinte, o dia da festa, começa com alvorada de morteiros, seguindo-se a chegada da banda de música que percorre todas as ruas da aldeia, precedendo a hora da missa e sermão. É uma Romaria com grande tradição em toda a freguesia pois o facto dos habitantes possuírem animais levava-os a pedirem a SANTO ANTÓNIO para zelar pelo seu bem estar, contribuindo depois com ofertas de partes do porco, as quais deram origem ao leilão que se realiza no dia da festa após o sermão. Há sempre a actuação da banda de música tão apreciada nestas aldeias. Chegada a hora da procissão, verifica-se, então, o desfile dos andores. O percurso da procissão inicia-se na capela de SANTO ANTÓNIO até à capelinha do SENHOR DOS DESAMPARADOS, voltando novamente à capela de SANTO ANTÓNIO, terminando a festa ao fim do dia com uma salva de morteiros.  

   Este é, assim, um resumo de uma romaria simples mas com muito significado para todos aqueles que lá nasceram.

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IMAGENS DO PASSADO

16.08.08, JORGE C RAMOS

   Imagens que nos fazem recordar o passado recente, cada vez mais raras no presente, mas que despertam curiosidade a todos aqueles que não passaram aquele período.

                                                                             

A AGRICULTURA EM DECADÊNCIA

14.08.08, JORGE C RAMOS

   Na Aldeia de Fazamões predominou sempre a Agricultura como principal ocupação dos seus Habitantes. Esta é uma Agricultura Restrita a alguns produtos, designadamente, o milho, o trigo, a batata, o feijão e algum centeio. No passado eram cultivadas algumas toneladas dos referidos produtos, cingindo-se, actualmente, ao consumo caseiro.             

   Contudo, nos tempos que correm, este tipo de agricultura de minifúndio e pouco mecanizada é pouco rentável, sentindo alguma tristeza quem olha de S. Cristovão e nota que o negro dos campos lavrados, após as Beçadas (é como se diz por lá), no Mês de Maio, dá origem ao verde da erva e silvas que crescem descontroladamente. Tudo isto é fruto da migração para as cidades de Lisboa e Porto, na década de 70.

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A ARTE DE OLARIA E OUTRAS (BARRO PRETO)

09.08.08, JORGE C RAMOS

   Não era justo falar de Fazamões sem falar dos púcaros de barro preto: nesta aldeia havia pessoas que sabiam fazer variadas peças e tarefas desde o concertar um prato com agrafos, aguçar o ferro das pedras, fazer palhoças, polainas, tamancos, meias de lã, e até ao sapateiro e carpinteiro era a forma que encontravam para passar os dias gélidos de Inverno pois também lhes fazia falta para o dia a dia. Cada um tinha o seu fabrico para depois as comercializar, mas a pouco e pouco foram deixando a arte restando O TIO JOAQUIM como carinhosamente era chamado pelas gentes de Fazamões sendo o último e também o mais importante na divulgação da arte de olaria contribuindo assim para que esta região se tornasse ainda mais conhecida tendo contado com o apoio da Junta de Freguesia de Paus e Câmara Municipal de Resende, esta última que lhe prestou recentemente uma homenagem.

 

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PRODUÇÃO DE MADEIRA

08.08.08, JORGE C RAMOS

   A produção de madeira é também uma fonte de receita bastante importante para os habitantes desta Aldeia. Existem diversos tipos de árvores como o amieiro, o salgueiro, o carvalho e o pinheiro, predominando o castanheiro. "OS PAUS" deste último são os mais procurados pelos comerciantes de madeira e, também, os mais rentáveis pois, durante o período de crescimento, vão produzindo a castanha, tão apreciada nas grandes cidades, pertencendo esta à nossa alimentação, nas  mais variadas formas, podendo referir-se a castanha pilada ou a falacha feita com farinha de castanha.

 

FAZAMÕES PASSADO E PRESENTE

07.08.08, JORGE C RAMOS

   Fazamões sendo uma aldeia do interior como tantas outras, tem tido algum progresso, quer pelo investimento privado, no que se refere a construção ou reconstrução de habitações, quer pelo investimento do poder local, na melhoria das infra estruturas, designadamente na pavimentação dos caminhos e no entubamento dos regos de água.

   Aquilo que era ou parecia uma calçada romana passou a ser um caminho com pedras mais ou menos alinhadas; a água que corria a céu aberto nos regos, nos quais podíamos observar a sua limpidez, deixamos de ter esse previlégio sendo possível, ainda, essa observação nas galeiras e nos talhadouros. Enfim, perde-se a tradição, mas ganha-se na facilidade das deslocações do dia a dia.

 

PASSADO

 

        

 

 

PRESENTE

 

 

ESCOLA DE FAZAMÕES

06.08.08, JORGE C RAMOS

   Era na escola primária, agora ensino básico, que começávamos a enriquecer intelectualmente e a adquirir conhecimentos que nos serviam para toda a vida .

   Actualmente, começa na pré-primária, porque há umas décadas atrás a pré-primária dos alunos, desta e tantas outras escolas deste país, eram campos de milho de trigo e passar o tempo palmilhando caminhos e terrenos a que podemos chamar conviver com a Natureza.

   Esta escola era conhecida por "Casa da Aula" pois na década de 50 tinha dezenas de alunos de Fazamões e S, Pedro do Souto, aldeia vizinha, mas que com o decorrer dos anos, e a pouco e pouco começou a haver uma redução no número de crianças, e no ano lectivo de 68/69 éramos apenas 4 alunos. Mas não foi o número de alunos que ditou o fecho, mas sim a falta de professores (outros tempos). Voltou a abrir mais tarde para fechar definitivamente e agora sim por falta de alunos. Desde então nota-se que está  a entrar em estado de degradação, é pena, mas o que tenho na memória é uma escola conservada, e  foi lá que também eu aprendi as primeiras letras, como tantos outros. Perdoem-me o saudosismo. Um abraço para todos  os alunos que frequentaram esta escola em especial  do ano lectivo de 68/69.

 

 

 

SINAIS DO PROGRESSO

05.08.08, JORGE C RAMOS

Duas realidades lado a lado, os quinteiros que durante centenas de anos  foram utilizados para guardar o carro das vacas do temporal, servem agora como garagem para o automóvel, tão imprescindível actualmente, como era o carro das vacas para os trabalhos do campo - é o progresso.

LUGARES DE FAZAMÕES

04.08.08, JORGE C RAMOS

 

 

1- CONCENHEIRO                            7- QUINTÃ DE CIMA

2- SOENGA                                       8- SOENGA

3- PINHEL                                          9- FORMIGA

4- MÓ                                               10- TRAZ DO SANTO

5- ESCOLA                                       11- CAL

6- CASINHA                                      12- ALMINHAS

 

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